Veja as tendências do varejo e consumo em alta para 2024

23/11/2023

VAREJO

Veja as tendências do varejo e consumo em alta para 2024

As tendências do varejo e consumo para 2024 apontam direções interessantes, e até mesmo surpreendentes, para o setor.

Em meio ao cenário de transformações que apresentaremos a seguir, estar por dentro dos dados é fundamental para antecipar-se ao mercado. Então, reunimos aqui alguns dos principais estudos e pesquisas que abordam essa dura tarefa de projetar o futuro.

Acompanhe conosco os destaques desses materiais e o que eles dizem sobre as maiores tendências do varejo e consumo.

7 tendências do varejo e consumo para 2024

1. Coexistência do físico e digital

Dados da NIQ Ebit mostram que o faturamento do e-commerce brasileiro esteve em queda no ano de 2023. Esse resultado ocorre mesmo que o varejo como um todo tenha acumulado um crescimento de 1,8% em volume de vendas entre janeiro e setembro, frente ao mesmo período de 2022, segundo o IBGE.

Isso mostra que, depois do crescimento acelerado nos últimos anos, o comércio eletrônico no Brasil encontrou um ponto de equilíbrio em relação ao varejo físico. Como destaca o Opinion Box no relatório “Tendências do Varejo 2024”, há espaço para todo mundo nas vendas.

Diferentes segmentos do comércio precisam entender os pontos fortes e fracos de cada canal, além do que o consumidor espera ao comprar em cada categoria. Isso ajudará as marcas a fortalecer estratégias de venda omnichannel.

Leia também: Vendas no e-commerce: quais são as perspectivas do varejo?

Desaceleração do e-commerce mostra que a loja física não perderá o lugar. (Foto via Freepik)

2. IA generativa no varejo

A inteligência artificial generativa é outra tendência do varejo e consumo para 2024. Ela traz a possibilidade de maior personalização das compras on-line e pode funcionar como um assistente pessoal do consumidor, indicando produtos a partir da “conversa” com cada pessoa.

De acordo com o “2024 Consumer Trends Report”, da Qualtrics, 48% dos consumidores já estão confortáveis em interagir com as inteligências artificiais das marcas. Mais especificamente, o Euromonitor International revela que 42% do público se sentiria confortável com assistentes de voz que fornecessem informações e sugestões de produtos de maneira personalizada. Isso pode, inclusive, ser usado em lojas físicas por meio de totens interativos, tablets e outros recursos tecnológicos.

Um exemplo de IA generativa no varejo vem da marca Carrefour, que desenvolveu um assistente virtual chamado Hopla em parceria com a OpenAI, responsável pelo ChatGPT.

Os visitantes on-line do Carrefour na França agora podem conversar com um chatbot que funciona não somente como ferramenta de busca, mas também dá sugestões de receitas, lembra itens que não podem faltar para ocasiões especiais, entre outras funções.

3. Social commerce e live commerce

Sim, o social commerce continuará sendo tendência do varejo em 2024. Ou seja, as marcas devem continuar apostando no uso das redes sociais como plataforma de vendas on-line, em paralelo às lojas virtuais e marketplaces.

Em pesquisa do Opinion Box, 48% dos consumidores brasileiros conectados já compraram pelo Instagram, por exemplo. E 42% fizeram compras após assistir a uma transmissão ao vivo nas redes. 

Enquanto isso, o relatório “Future Shopper Latam 2023”, da Wunderman Thompson, traz dados ainda mais promissores. Ele diz que sete em cada dez internautas no Brasil pretendem comprar mais pelas redes sociais no futuro.

4. Descrições dos produtos no e-commerce

O que faz uma boa experiência de compra no e-commerce? Para os brasileiros, o bom serviço ao cliente vem acima de tudo, conforme aponta a Wunderman Thompson, com 80% de menções. Em seguida, está o preço do produto, com 79%.

Mas é o terceiro fator que chama a atenção: as descrições precisas dos produtos, que aparecem empatadas com o preço dos artigos. Então, se o e-commerce deseja conquistar o consumidor e reduzir o arrependimento de compra por expectativas frustradas, é preciso melhorar esse aspecto das páginas de produtos.

Leia também: Como reduzir o arrependimento de compra do consumidor?

5. Reviravolta no autoatendimento

As lojas físicas, por sua vez, apresentam uma tendência surpreendente para quem observa de fora. Depois de anos investindo no autoatendimento na hora de pagar, grandes redes varejistas agora estão retornando aos caixas convencionais.

A rede Target, por exemplo, limitou os caixas automáticos a dez itens por compra. Nos Estados Unidos, Walmart e Costco também estão revendo as respectivas estratégias. No centro dessa decisão estão as perdas para o negócio, seja por furtos, seja por erros sem intenção do consumidor.

Para que isso não prejudique a experiência de compra, as marcas então precisam realmente investir em mais atendentes e caixas físicos.

6. Saúde mental

Um relatório do Statista destaca uma tendência de consumo que afeta a escolha de produtos, marcas e até pontos de venda: o cuidado com a saúde mental.

Especialmente os consumidores mais jovens estão lidando com estresse, depressão ou ansiedade. Tanto que quase metade das pessoas da Geração Z nos Estados Unidos e no Reino Unido relatam enfrentar esses problemas.

Com isso, cerca de um quarto do público tem procurado alívio em produtores de conteúdo on-line focados em conselhos, auto-ajuda, saúde e bem-estar. Mas as marcas também podem desempenhar um importante papel para a saúde mental do público.

Segundo o Euromonitor Internacional, 55% dos consumidores compraram em lojas que criam experiências envolventes. Esses espaços podem oferecer um alívio momentâneo para as pessoas e, nesse processo, conquistar a confiança e a lealdade delas.

7. O preço da sustentabilidade

Não é de hoje que o consumidor se preocupa com a sustentabilidade. Inspirado principalmente pela Geração Z e confrontado com catástrofes climáticas cada vez mais frequentes, o público tem revisto hábitos de consumo e depositado a confiança em marcas que procuram preservar o meio ambiente.

O grande dilema de 2024 é conciliar esse desejo de ajudar o planeta com o orçamento do consumidor. Por exemplo, os dados do Statista ressaltam que o preço dos produtos é a principal barreira para escolhas mais sustentáveis na compra de alimentos, bebidas, roupas e itens de beleza e cuidado pessoal.

Para as marcas, isso representa o desafio de tornar os produtos sustentáveis mais acessíveis. E uma enorme oportunidade de mercado para quem conseguir esse feito.

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